O escritor russo Dostoiévski, autor de Crime e Castigo, O Idiota, Os Irmãos
Karamasov entre outros romances de sucesso, era epilético. Registrou em seus diários, cartas e novelas
os seus 35 anos de experiência com a moléstia, iniciada aos 25 anos de idade, em 1846. Apresentou
durante toda sua vida, pelo menos 400 crises epiléticas, a maioria delas com convulsões generalizadas
noturnas, outras nas quais apresentava vivências estranhas, percepção alterada da realidade,
nuanças de déjà vu, fuga de idéias e, o que impressionou os neurologistas do século
XIX até os nossos dias: vivências de profundo bem estar, sensação de estar momentaneamente
no paraíso, a chamada aura em êxtase. Estes aspectos da sua epilepsia são motivo de discussão
na literatura médica até hoje. Apesar da sua terrivel doença, criou vastíssima obra
literária e é considerado por muitos como um dos maiores escritores de todos os tempos. Foi o pioneiro
ao descrever os sintomas da aura em êxtase, de alegria e prazer que acomete alguns epiléticos com
lesão do lobo temporal
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