A rara degeneração nervosa que acometeu o famoso compositor francês
pós-impressionista Maurice Ravel em 1933 representa um interessante caso de dissociação entre
a linguagem e a musicalidade, e demonstra de modo fascinante o relacionamento entre o cérebro, a linguagem
e a música, especialmente quanto à lateralização e especialização das
funções cerebrais neste domínio da mente. Ravel continuou capaz de compor, reconhecer, identificar
e de apreciar a música tocada, mas perdeu totalmente a capacidade de execução, entonar ou
escrever partituras. Também perdeu a capacidade de executar partituras a primeira vista e de reconhecer
notas musicais (o simbolismo da notação musical). Recentemente, a pesquisadora canadense Justine
Sergent foi capaz de propor o provável locus de lesão de Ravel, com base em seus estudos de musicistas
utilizando neuroimagem funcional (PET), em um notável trabalho de detetive médico. Nesta palestra,
aprenda mais sobre a notável carreira musical de Ravel, as características de sua doença,
como o cérebro, a música e a linguagem se interrelacionam, e quais os resultados da pesquisa de Sergent
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